V Concurso Internacional BNDES de Piano – 2016

Homenagem a Lucia Branco e Camargo Guarnieri

De 30 de novembro a 10 de dezembro de 2016

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V Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro

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maio, 2012

Sergio Tiempo é o solista convidado do concerto de abertura do Concurso

O solista venezuelano Sergio Tiempo, que contou em sua formação com o apoio de Martha Argerich e Nelson Freire, é uma das grandes expressões do piano nas últimas gerações. Já se apresentou junto às sinfônicas de Chicago, Houston, Montreal e Simon Bolivar e filarmônicas de Los Angeles, Tóquio, Rotterdam e Radio France, construindo uma carreira de destaque no cenário internacional, sob a batuta de regentes como Abbado, Dudamel, Slatkin e Dutoit. As gravações de Tiempo para a Deutsche Grammophon e a EMI Classics foram recebidas com entusiasmo pela crítica e sua presença tem sido requisitada em importantes festivais, como o de Salzburg.

 

Tiempo é o pianista convidado pelo Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro para realizar o concerto de abertura de sua edição 2012 como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Sob a regência de Roberto Tibiriçá, a apresentação, agendada para 25 de novembro no Theatro Municipal, trará ao público obras de Ravel, Tchaikovsky e Almeida Prado, este último o compositor homenageado desta edição do Concurso.

 

Conheça as biografias de Sergio Tiempo e Roberto Tibiriçá.

 

SERGIO TIEMPO

Sergio Tiempo tornou-se internacionalmente conhecido quando com 14 anos tocou no ciclo “Grandes Pianistas” no Concertgebouw de Amsterdã. Desde então tem-se apresentado em recitais e concertos nos principias centros do mundo tocando sob a regencia de Claudio Abbado, Gustavo Dudamel, Charles Dutoit, Christoph Eschenbach, Leonard Slatkin, Michael Tilson Thomas, Sir Mark Elder e como solista de renomadas orquestras tais como a Orquesta Sinfónica Simon Bolivar da Venezuela, a Sinfônica de Chicago, a Orquesta de Cleveland, as Sinfônicas de Houston e Montreal, a Filarmónica de Los Angeles, a Orquesta Metropolitana e a Filarmônica de Tóquio, as Filarmônicas da Radio France e de Rotterdam, a Orquesta Sinfônica da Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Bamberg Symphoniker, a DSO de Berlin, a BBC de Londres, a Halle Orchestra e a City of Birmingham Symphony Orchestra.

Recentemente realizou uma turnê com a Orchestre Philharmonique de Radio France, em espetáculos na Salle Pleyel de París, na Sala Sao Paulo e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em Londres tocou no Wigmore Hall, na BBC, na prestigiada sala do Queen Elizabeth Hall, além de recitais no Festival Chopin de Varsovia, no Festival Klara del Palais de Beaux Arts de Bruxelas, e concertos em Portugal e Itália.

Em 2012 apresentará recitais na China e Australia. Tiempo tem participado de numerosos festivais internacionais incluindo o de Salzburg, Schleswig-Holstein, o “Martha Argerich and Friends” em Munique, o Verbier na Suíça e os de Toulouse, la Roque d’Antheron, Colmar e Montpellier na França, assim como o “Arturo Benedetti Michelangeli” de Bergamo, Italia e o “Dias da Música” de Lisboa. Tem sido também um convidado regular no “Progetto Martha Argerich” de Lugano, Suíça.

Já realizou várias gravações para o selo JVC Victor (Japão), para a Deutsche Grammophon, e para a EMI Classics. A crítica especializada manifestou-se entusiasticamente a respeito desta gravação, e o Le Monde de la Musique escreveu: “Fantástico! Esta é a la palavra que salta imediatamente ao espírito quando se escuta tão apaixonado registro. Não se ouviu uma performance dos Quadros de uma Exposição tão pessoal, imaginativa e excitante como esta desde Moisseiewitsch, Horowitz, Richter…” Em 2009 foi lançado o álbum La Belle Epoque, contendo CD e DVD do duo Karin Lechner-Sergio Tiempo, dedicado a obras de compositores franceses.

O selo Avanti Classics editará em breve três CDs de Tiempo: uma gravação com sua irmã, Karin Lechner, dedicada a Tangos de Piazzolla e Ziegler, além da estreia mundial do Tango Rhapsody de Federico Jusid para 2 pianos e orquesta, e outra gravação incluindo os 24 Estudos de Chopin.

Nascido en Caracas, Venezuela, filho de pais argentinos, Tiempo começou seus estudos de piano com sua mãe, aos dois anos de idade. Na Fondazione per il Pianoforte em Como, Itália, estudou com Dimitri Bashkirov, Fou Ts’ong, Murray Perahia e Dietrich Fischer Dieskau. Aperfeiçou-se com Martha Argerich, Nelson Freire, Nikita Magaloff e Alan Weiss.

 

 

ROBERTO TIBIRIÇÁ

Tibiriçá recebeu orientações pianísticas de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do Maestro Eleazar de Carvalho e venceu por duas vezes o Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, passando assim a ser seu principal Regente Convidado por quase 18 anos, até sua vinda para o Rio de Janeiro, em 1994, como Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. Esteve ainda em Lisboa, Portugal, entre 1984-1985, como Regente Assistente do Teatro Nacional de São Carlos.

Eleito pela crítica do Rio de Janeiro como o Músico do Ano de 1995, recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o “Prêmio Estácio de Sá” pelo seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Sempre se dedicou à música brasileira, mas foi com sua entrada em 2000 na Orquestra Petrobrás Pró Música que seu trabalho em prol de nossa música mais se destacou com concertos programados apenas com obras dos compositores nacionais contemporâneos. Os três Concursos também idealizados por Tibiriçá (Concurso para Jovens Solistas “Armando Prazeres”, o Concurso para Jovens Regentes “Eleazar de Carvalho” e o Concurso para Jovens Compositores “Claudio Santoro”) receberam grandes elogios por sua iniciativa.

Participou de diversas edições do Projeto Aquarius, dentre as quais se destacam a 2a Sinfonia de Gustav Mahler, na Enseada de Botafogo em 1996, para um público estimado em 150 mil pessoas, e a Missa Campal celebrada por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, para cerca de 2 milhões de pessoas, em 1997.

Por sugestão do pianista Nelson Freire, foi convidado por Martha Argerich para reger o Concerto de Abertura do Festival Martha Argerich, em Buenos Aires, fazendo sua estreia no Teatro Colón, em 2001, voltando em 2004, desta vez com Nelson Freire como solista.

Teve a oportunidade de reger artistas como Arnaldo Cohen, Barry Douglas, Lylia Zilbernstein, Joshua Bell, Shlomo Mintz, Erik Schumann, Gautier Capuçon, Gabriela Montero, Antonio Meneses, Mikhail Rudy, Jean Louis Steuerman, Boris Belkin, Dmitry Sitkovetsky, Geza Hosszu-Legocky, Pavel Sporcl, Eugene Fodor, Wolfgang Meyer, Romain Guyot, Cristina Ortiz, Bernard Greenhouse, Nelson Goerner, Pascal Roge, Jean-Philippe Collard, Bella Davidovitch, Yevgeny Sudbin, Frank Braley e com artistas consagrados da MPB como Wagner Tiso, Rita Lee, Gilberto Gil, Simone, Daniela Mercury, Zizi Possi, Frejat, Francis Hime, Sivuca, Ivan Lins, entre outros.

Recebeu em 28 de Novembro de 2002 o título de CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, concedido pela Assembleia do Estado do Rio de Janeiro por seus serviços prestados à Cultura do Estado desde 1994. Em 26 de Março de 2003 foi eleito para ocupar a Cadeira nº 5 (cujo Patrono é o Pe. José Maurício Nunes Garcia) da ACADEMIA BRASILEIRA DE MÚSICA.

De 2005 a 2011 foi Diretor Artístico da Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli. Foi ainda Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (SP), da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo (SP) e Principal Regente da OSSODRE, Montevidéu/Uruguai.

Recebeu em 2010 e 2011 o XIII e XIV Prêmio Carlos Gomes como Melhor Regente Sinfônico por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli, e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Recebeu ainda em 2011 a Ordem do Ipiranga (a mais alta honraria do Estado de São Paulo), a Grande Medalha Presidente Juscelino Kubitschek (outorgada pelo Governo de Minas Gerais) e o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como Melhor Regente por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis e com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

Atualmente, é Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Ensemble São Paulo é o trio convidado para tocar com os candidatos na prova de música de câmara

Formado por músicos vencedores de prêmios APCA e Carlos Gomes, o Ensemble São Paulo possui uma intensa agenda de apresentações dentro e fora do Brasil, com um repertório que se estende do período pré-clássico aos compositores contemporâneos. O grupo participa como convidado da edição 2012 do Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro, e subirá ao palco do Auditório do BNDES nas provas semifinais, dias 3 e 4 de dezembro, para apresentar com os candidatos quartetos de Mozart, Schumann ou Brahms.

 

Conheça abaixo a biografia dos integrantes do Ensemble São Paulo.

 

BETINA STEGMANN – violino

Nasceu em Buenos Aires e iniciou seus estudos de violino em São Paulo com Lola Benda continuando-os com Erich Lehninger. Diplomou-se pela Escola Superior de Música de Colônia onde cursou a classe de violino de Igor Ozim e a classe de música de câmara do Quarteto Amadeus. Seguiu logo após para Tel Aviv – Israel e aperfeiçoou-se com Chaim Taub. Mais tarde freqüentou cursos ministrados por Pinchas Zukerman e Max Rostal. Como recitalista e solista apresentou-se em várias cidades do Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica. Realizou gravações nas rádios WDR (Alemanha) e na RAI – Trieste (Itália) estreando entre outras, obras de compositores contemporâneos. Participou de vários festivais no Brasil e exterior. Integrante do Quinteto D’Elas, com quem ganhou em 1998 o Prêmio Carlos Gomes na categoria de música de câmara, é spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos e professora de violino na Universidade Cantareira.É integrante do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

 

MARCELO JAFFÉ – viola

Aos seis anos de idade, orientado por seu pai, Alberto Jaffé, inicia o estudo de violino. Em 1977, aos 14 anos, passa a tocar viola, ganhando, no mesmo ano, o 1º Prêmio no Concurso Nacional da Universidade de Brasília. Após aperfeiçoamento na Universidade de Illinois e no Centro de Música de Tanglewood, nos Estados Unidos, apresenta-se em vários países, participando de destacados conjuntos camerísticos e orquestrais. Atuou como Maestro da Kamerata Philarmonia e foi Diretor Artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Atualmente, residindo em São Paulo, é professor de viola da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Departamento de Música) e apresentador da Radio Cultura.É integrante do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

 

ROBERT SUETHOLZ – violoncelo

Natural de Milwaukee, Wisconsin, EUA. Trabalhou sob orientação de George Sopkin, membro-fundador do Quarteto Fine Arts, Wolfgang Laufer, atual violoncelista do mesmo quarteto e Uzi Wiesel, violoncelista do Quarteto de Cordas de Tel-Aviv, Israel. Teve master classes com Janos Starker, Isaac Stern e Chaim Taub. Durante o ano de 1997, obteve o seu Mestrado em Violoncelo, sob a orientação de Hans Jørgen Jensen, da Universidade de Northwestern, em Chicago (EUA). Atuou em várias orquestras internacionais, como a Israel Sinfonietta (três anos como spalla) e a Orquestra Sinfônica de Milwaukee (EUA), entre outras. Desde 1985 reside no Brasil e foi spalla dos violoncelos das orquestras sinfônicas da USP, do Estado de São Paulo e da Sinfonia Cultura – Orquestra da Rádio e TV Cultura. É professor de violoncelo no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP.É integrante do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

Guiomar Novaes do Brasil

Um dos maiores nomes da música brasileira em todos os tempos, a pianista Guiomar Novaes teve sua trajetória artística revista no livro Guiomar Novaes do Brasil, escrito pelos jornalistas Luciana Medeiros e João Luiz Sampaio. O livro, lançado pelo Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro em 2011, resgata aspectos importantes da história da solista, em especial a ascensão de sua carreira nos EUA. Além de informações inéditas sobre este período da música e da vida de Novaes, o projeto inclui o lançamento de dois CDs com raras gravações da pianista como solista da Filarmônica de Nova York, sob a regência de Leonard Bernstein, George Szell e André Cluytens.

 

Guiomar Novaes do Brasil pode ser encontrado nas livrarias da Travessa, Cultura, Leonardo da Vinci e na loja e site Clássicos

Concurso homenageia Almeida Prado

O Brasil perdeu em 2010 um artista extraordinário: com mais de 300 composições em seu currículo, José Antônio de Almeida Prado marcou a produção sinfônica brasileira com um estilo multifacetado, que inclui aspectos do nacionalismo, do pós-serialismo atonal e do pós-modernismo. Discípulo de Olivier Messiaen e Nadia Boulanger, Almeida Prado é o homenageado da edição 2012 do Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro, com a inclusão de suas Cartas Celestes no repertório das provas semifinais. O ciclo de peças é um desdobramento da tese de doutoramento do compositor, sendo considerado uma das mais importantes criações para piano do último século.