V Concurso Internacional BNDES de Piano – 2016

Homenagem a Lucia Branco e Camargo Guarnieri

De 30 de novembro a 10 de dezembro de 2016

Patrocinador exclusivo
A próxima edição do Concurso Internacional BNDES de Piano está prevista para abril de 2019. Em breve divulgaremos as datas e o Regulamento.

Sergio Tiempo é o solista convidado do concerto de abertura do Concurso

O solista venezuelano Sergio Tiempo, que contou em sua formação com o apoio de Martha Argerich e Nelson Freire, é uma das grandes expressões do piano nas últimas gerações. Já se apresentou junto às sinfônicas de Chicago, Houston, Montreal e Simon Bolivar e filarmônicas de Los Angeles, Tóquio, Rotterdam e Radio France, construindo uma carreira de destaque no cenário internacional, sob a batuta de regentes como Abbado, Dudamel, Slatkin e Dutoit. As gravações de Tiempo para a Deutsche Grammophon e a EMI Classics foram recebidas com entusiasmo pela crítica e sua presença tem sido requisitada em importantes festivais, como o de Salzburg.

 

Tiempo é o pianista convidado pelo Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro para realizar o concerto de abertura de sua edição 2012 como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Sob a regência de Roberto Tibiriçá, a apresentação, agendada para 25 de novembro no Theatro Municipal, trará ao público obras de Ravel, Tchaikovsky e Almeida Prado, este último o compositor homenageado desta edição do Concurso.

 

Conheça as biografias de Sergio Tiempo e Roberto Tibiriçá.

 

SERGIO TIEMPO

Sergio Tiempo tornou-se internacionalmente conhecido quando com 14 anos tocou no ciclo “Grandes Pianistas” no Concertgebouw de Amsterdã. Desde então tem-se apresentado em recitais e concertos nos principias centros do mundo tocando sob a regencia de Claudio Abbado, Gustavo Dudamel, Charles Dutoit, Christoph Eschenbach, Leonard Slatkin, Michael Tilson Thomas, Sir Mark Elder e como solista de renomadas orquestras tais como a Orquesta Sinfónica Simon Bolivar da Venezuela, a Sinfônica de Chicago, a Orquesta de Cleveland, as Sinfônicas de Houston e Montreal, a Filarmónica de Los Angeles, a Orquesta Metropolitana e a Filarmônica de Tóquio, as Filarmônicas da Radio France e de Rotterdam, a Orquesta Sinfônica da Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Bamberg Symphoniker, a DSO de Berlin, a BBC de Londres, a Halle Orchestra e a City of Birmingham Symphony Orchestra.

Recentemente realizou uma turnê com a Orchestre Philharmonique de Radio France, em espetáculos na Salle Pleyel de París, na Sala Sao Paulo e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em Londres tocou no Wigmore Hall, na BBC, na prestigiada sala do Queen Elizabeth Hall, além de recitais no Festival Chopin de Varsovia, no Festival Klara del Palais de Beaux Arts de Bruxelas, e concertos em Portugal e Itália.

Em 2012 apresentará recitais na China e Australia. Tiempo tem participado de numerosos festivais internacionais incluindo o de Salzburg, Schleswig-Holstein, o “Martha Argerich and Friends” em Munique, o Verbier na Suíça e os de Toulouse, la Roque d’Antheron, Colmar e Montpellier na França, assim como o “Arturo Benedetti Michelangeli” de Bergamo, Italia e o “Dias da Música” de Lisboa. Tem sido também um convidado regular no “Progetto Martha Argerich” de Lugano, Suíça.

Já realizou várias gravações para o selo JVC Victor (Japão), para a Deutsche Grammophon, e para a EMI Classics. A crítica especializada manifestou-se entusiasticamente a respeito desta gravação, e o Le Monde de la Musique escreveu: “Fantástico! Esta é a la palavra que salta imediatamente ao espírito quando se escuta tão apaixonado registro. Não se ouviu uma performance dos Quadros de uma Exposição tão pessoal, imaginativa e excitante como esta desde Moisseiewitsch, Horowitz, Richter…” Em 2009 foi lançado o álbum La Belle Epoque, contendo CD e DVD do duo Karin Lechner-Sergio Tiempo, dedicado a obras de compositores franceses.

O selo Avanti Classics editará em breve três CDs de Tiempo: uma gravação com sua irmã, Karin Lechner, dedicada a Tangos de Piazzolla e Ziegler, além da estreia mundial do Tango Rhapsody de Federico Jusid para 2 pianos e orquesta, e outra gravação incluindo os 24 Estudos de Chopin.

Nascido en Caracas, Venezuela, filho de pais argentinos, Tiempo começou seus estudos de piano com sua mãe, aos dois anos de idade. Na Fondazione per il Pianoforte em Como, Itália, estudou com Dimitri Bashkirov, Fou Ts’ong, Murray Perahia e Dietrich Fischer Dieskau. Aperfeiçou-se com Martha Argerich, Nelson Freire, Nikita Magaloff e Alan Weiss.

 

 

ROBERTO TIBIRIÇÁ

Tibiriçá recebeu orientações pianísticas de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do Maestro Eleazar de Carvalho e venceu por duas vezes o Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, passando assim a ser seu principal Regente Convidado por quase 18 anos, até sua vinda para o Rio de Janeiro, em 1994, como Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. Esteve ainda em Lisboa, Portugal, entre 1984-1985, como Regente Assistente do Teatro Nacional de São Carlos.

Eleito pela crítica do Rio de Janeiro como o Músico do Ano de 1995, recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o “Prêmio Estácio de Sá” pelo seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Sempre se dedicou à música brasileira, mas foi com sua entrada em 2000 na Orquestra Petrobrás Pró Música que seu trabalho em prol de nossa música mais se destacou com concertos programados apenas com obras dos compositores nacionais contemporâneos. Os três Concursos também idealizados por Tibiriçá (Concurso para Jovens Solistas “Armando Prazeres”, o Concurso para Jovens Regentes “Eleazar de Carvalho” e o Concurso para Jovens Compositores “Claudio Santoro”) receberam grandes elogios por sua iniciativa.

Participou de diversas edições do Projeto Aquarius, dentre as quais se destacam a 2a Sinfonia de Gustav Mahler, na Enseada de Botafogo em 1996, para um público estimado em 150 mil pessoas, e a Missa Campal celebrada por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, para cerca de 2 milhões de pessoas, em 1997.

Por sugestão do pianista Nelson Freire, foi convidado por Martha Argerich para reger o Concerto de Abertura do Festival Martha Argerich, em Buenos Aires, fazendo sua estreia no Teatro Colón, em 2001, voltando em 2004, desta vez com Nelson Freire como solista.

Teve a oportunidade de reger artistas como Arnaldo Cohen, Barry Douglas, Lylia Zilbernstein, Joshua Bell, Shlomo Mintz, Erik Schumann, Gautier Capuçon, Gabriela Montero, Antonio Meneses, Mikhail Rudy, Jean Louis Steuerman, Boris Belkin, Dmitry Sitkovetsky, Geza Hosszu-Legocky, Pavel Sporcl, Eugene Fodor, Wolfgang Meyer, Romain Guyot, Cristina Ortiz, Bernard Greenhouse, Nelson Goerner, Pascal Roge, Jean-Philippe Collard, Bella Davidovitch, Yevgeny Sudbin, Frank Braley e com artistas consagrados da MPB como Wagner Tiso, Rita Lee, Gilberto Gil, Simone, Daniela Mercury, Zizi Possi, Frejat, Francis Hime, Sivuca, Ivan Lins, entre outros.

Recebeu em 28 de Novembro de 2002 o título de CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, concedido pela Assembleia do Estado do Rio de Janeiro por seus serviços prestados à Cultura do Estado desde 1994. Em 26 de Março de 2003 foi eleito para ocupar a Cadeira nº 5 (cujo Patrono é o Pe. José Maurício Nunes Garcia) da ACADEMIA BRASILEIRA DE MÚSICA.

De 2005 a 2011 foi Diretor Artístico da Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli. Foi ainda Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (SP), da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo (SP) e Principal Regente da OSSODRE, Montevidéu/Uruguai.

Recebeu em 2010 e 2011 o XIII e XIV Prêmio Carlos Gomes como Melhor Regente Sinfônico por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli, e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Recebeu ainda em 2011 a Ordem do Ipiranga (a mais alta honraria do Estado de São Paulo), a Grande Medalha Presidente Juscelino Kubitschek (outorgada pelo Governo de Minas Gerais) e o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como Melhor Regente por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis e com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

Atualmente, é Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.